Lula quer estimular agricultura no Haiti em vez de doar comida

Fonte: Porta Terra/Larissa Borges
Data: 25/02/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quinta-feira que, ao invés de adotar uma política constante de doação de alimentos para o povo do Haiti, vítima de um forte terremoto que devastou o país em janeiro, o Brasil reforçará a política de estímulo à agricultura familiar haitiana e a consequente geração de empregos na região.


É para que a gente possa, ao invés de mandar alimentos do Brasil para o Haiti, comprar alimentos dos pequenos produtores do Haiti e gerar emprego no Haiti, disse.

Até o momento, segundo balanço do Ministério da Defesa, o Brasil entregou 203,6 t de alimentos, 37,9 t de água potável e 94,8 t de medicamentos.

Ao lado do presidente René Préval, Lula também assinou ajustes para um memorando de entendimento para a reconstrução, o fortalecimento e a recomposição do sistema de ensino superior na nação caribenha; para a modernização do centro piloto de formação profissional no país; e para a construção de cisternas para captação e armazenamento de água de chuva.

Terremoto
Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. O governo haitiano confirmou a morte de mais de 200 mil pessoas. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

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