mulher
15/12/2008 - 19:41:17
Plástica nos seios não precisa ser sinônimo de silicone
Foto: Dreamstime
Plástica nos seios não precisa ser sinônimo de silicone. Existem mulheres – e não são poucas - que não se sentem nada bem com seus seios avantajados.
Além da questão estética, mamas pesadas podem acabar gerando grandes incômodos no dia-a-dia. Entre as queixas mais comuns estão as alterações posturais, dores nas costas, nos braços, dificuldades para dormir, alças do sutiã machucando os ombros, assaduras embaixo dos seios e até perda da sensibilidade na região.
Se você sofre com alguns destes problemas ou acha que seus seios definitivamente não combinam com seu biotipo, talvez seja hora de pensar em uma plástica. A mamoplastia redutora é relativamente simples e promete ótimos resultados!
A cirurgia
Um pouco diferente da prótese de silicone, a plástica redutora realiza uma verdadeira reconstrução da mama, retirando o excesso de pele, gordura e parte da glândula mamária. Isso possibilita que não apenas o tamanho mude, mas caso a paciente e seu médico decidam juntos, seu formato também pode ser modificado.
A cirurgia dura em média três horas e não apresenta grandes complicações. Segundo o cirurgião plástico Ruben Penteando, o tipo de anestesia usada depende do médico, mas na maioria das vezes é geral. A paciente deve ficar internada por um dia no hospital para observação. Caso a anestesia seja local com sedação, em doze horas ela já pode ir para casa.
Nem sempre acontece, mas um ponto negativo é que as cicatrizes podem ser um pouco maiores. É possível deixá-las discretas, mas isso vai depender do próprio tipo de mama, da quantidade de tecido a ser retirado e da técnica utilizada pelo médico. “Usamos técnicas diferentes, já que as mamas das mulheres não são iguais. Sempre escolhemos a técnica que corrija a mama da melhor forma e tenha a menor cicatriz possível. Mas, quanto mais glândula e pele tiverem de ser retiradas, maior será a cicatriz”, explica o Dr. Rubem Penteado.
Em boa parte dos casos a cicatriz é feita em torno das auréolas, mas elas ainda podem ser no formato de “T” invertido, L ou “I”. “É importante saber que as cicatrizes passam por diversas fases de cicatrização até atingirem seu estado final. Então, é preciso controlar a ansiedade. Em geral, apenas depois de um ano pode-se observar o aspecto definitivo da cicatriz, quando ela se tornará mais clara e menos consistente”, completa o cirurgião.
Pós-operatório
Até a retirada dos pontos no oitavo dia, a preferência é para o repouso, evitando levantar muito os braços. Carregar pesos e praticar atividades físicas só depois de trinta dias. Lembrando que a qualidade da cicatriz sempre depende dos cuidados que a mulher tem com ela.
Complicações pós-cirúrgicas são raras, no máximo podem aparecer alguns hematomas e problemas com os pontos, mas são fáceis de tratar.
Vale a pena saber
*Mesmo mexendo nas glândulas mamárias, a cirurgia não interfere na capacidade de amamentação da mulher.
*Com o passar dos anos, os seios podem voltar a crescer um pouco ou tornarem-se mais flácidos. Isso ocorre porque no processo natural de envelhecimento, há substituição por parte da glândula mamária por gordura. Vale também lembrar que se a mulher engorda muito, as mamas também acumulam gordura como qualquer outra parte do corpo.
* Dr. Ruben Penteado é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e diretor do Centro de Medicina Integrada, em São Paulo.
Rua Tuim, 929. Moema, São Paulo-SP
Tel: (11) 5535 0830
Fonte: Site Meia Fina