Um novo conceito em notícias!
» canais
cultura e arte política cidades vida e saúde tecnologia mulher homem culinária esporte educação reflexão economia brasil mundo Notícias em seu site Últimas Notícias fale conosco
» Enquete
Você gostaria que o Big Brother Brasil fosse retirado do ar?

Com certeza, tiraria do ar
Não, jamais
É um programa tão bom para passar o tempo





A | A

Pílulas versus desejo sexual

A pílula anticoncepcional é, sem dúvida, um dos medicamentos que mais influenciou a cultura e os hábitos da humanidade, tendo se tornado um marco na evolução feminina e na história de vida das últimas gerações de mulheres. Por outro lado, a pílula sempre esteve associada a uma série de efeitos colaterais, entre os quais, sangramentos, dor de cabeça e ganho de peso. Talvez o menos comentado deles seja a tendência que alguns podem apresentar de influenciar o desejo sexual por diminuir os níveis de testosterona.

Estudo de uma universidade norte-americana, recentemente publicado, apontou que o anticoncepcional interfere negativamente no desejo sexual feminino.

O referido estudo afirma que esse efeito pode perdurar mesmo depois de abandonado o uso do medicamento. Para chegar a essa conclusão, foram pesquisadas 120 mulheres, na faixa dos 35 anos, com queixa de diminuição do desejo sexual pelo menos há seis meses. Metade delas usava pílula anticoncepcional, a outra metade era constituída por mulheres que haviam interrompido o tratamento poucos meses antes ou que nunca haviam se utilizado dele.

Os exames de sangue dessas mulheres constataram que os níveis de uma proteína chamada SHBG (Sex Hormone-Binding Globulin), ou seja, globulina carregadora de hormônios sexuais, eram mais elevados entre aquelas que usavam a pílula e as que já tinham usado anteriormente. Sabe-se que o excesso dessa proteína
é capaz de reduzir o índice de testosterona circulante no organismo, o que age diretamente sobre o desejo sexual, tornando-o menos efetivo.

Há controvérsias

Apesar desses resultados, o estudo em pauta vem sendo questionado por especialistas, pois, segundo eles, a metodologia seria falha. A principal ressalva reside no fato de que os autores se limitaram a investigar apenas mulheres que já tinham alguma dificuldade sexual, o que equivale a 30% delas em idade reprodutiva. Além disso, não foram levados em conta aspectos emocionais, como o relacionamento dessas mulheres com seus parceiros. Os pesquisadores se defendem, afirmando que problemas emocionais até diminuem a libido, mas não interferem nos níveis da proteína SHBG. Por outro lado, há pesquisas que confirmam não ser uma realidade absoluta que mulheres com taxas elevadas de SHBG tenham a libido diminuída. Em quem acreditar?

Vale lembrar que...

Na atualidade, há diversos tipos de anticoncepcionais disponíveis no mercado, administráveis por via oral ou não. Entre as pílulas há diversas composições, cada qual mais indicada para esta ou aquela mulher. Consultar o ginecologista é imprescindível para a escolha do método anticoncepcional que mais beneficia cada uma e a melhor opção, também, para tratar seus possíveis efeitos colaterais.

Carmita Abdo é psiquiatra, coordenadora do Prosex e autora do livro Descobrimento sexual do Brasil (Editora Summus)
Fonte: Revista Uma
Indicar matéria Comentar Imprimir

Comentários enviados


Resolução Mínima de 1024x768 © Copyright 2008, Grupo Realiza
Página Inicial | Cultura e Arte| Política | Vida e Saúde | Tecnologia | Mulher | Homem| Culinária | Esporte | Educação | Economia | Mundo | Fale conosco | Notícias em seu site