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Machões têm influência de hormônio feminino

Sempre escutamos que homens muito machões têm muita testosterona, mas cientistas descobriram que o hormônio feminino estrogênio também tem um papel importante sobre esse comportamento. Testes em ratos mostraram que o hormônio sexual feminino impulsiona a agressão, e quanto maior o nível de estrogênio, mais chances os machos têm de entrar em brigas e marcar o território com urina.

Nirao Shah, professor de anatomia e autor do estudo, afirma que os resultados afetam muito o modo que os comportamentos femininos e masculinos são vistos. “Já se sabia por décadas que o estrogênio tem um papel importante marcando o comportamento masculino, e o que fazemos é dar uma maior compreensão sobre como ele regula este comportamento”.

O estrogênio regula o ciclo menstrual e causa as mudanças no corpo feminino durante a puberdade, enquanto a testosterona causa alterações na voz e o crescimento de pêlos nos garotos. Ainda assim, homens e mulheres produzem os dois hormônios, que os cientistas acreditam ser dois lados da mesma moeda reguladora do corpo humano.

O cérebro humano tem enzimas chamadas de aromatase, que convertem a testosterona em estrogênio. Os homens têm mais desta enzima, já que ela é muito importante para o desenvolvimento de circuitos cerebrais que controlam o comportamento territorial dos homens.

A pesquisa mostrou que é a exposição ao estrogênio na juventude que torna os homens mais machões. Quando fêmeas de ratos receberam suplementos de estrogênio quando eram recém-nascidas, o padrão cerebral feminino ficou igual ao masculino, em relação à presença da aromatase.

Depois disso, as fêmeas mostraram comportamentos agressivos contra invasores masculinos – fêmeas raramente atacam os ratos quando têm níveis hormonais normais. “Obviamente, o estrogênio causa este aumento de comportamento masculino pelo aumento das células de aromatase”, diz Shah. “Isto sugere que a enzima tem um papel importantíssimo nos caminhos neurológicos responsáveis pelas diferenças entre os sexos”, completa.
Fonte: Site Hscience
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