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Google anuncia mudanças no Orkut


Foto: divulgação
Os milhões de usuários do Orkut receberam ontem uma mensagem diferente daquelas que costumam encontrar em suas páginas de recado - O emissor foi o Google, responsável pela rede de comunicação, informando aos clientes que a página passará por mudanças - Em entrevista coletiva concedida ontem, o Google anunciou que o layout do Orkut será modificado. Os usuários poderão ainda personificar a página com cores e modelos específicos e os espaços para fotos e vídeos também ganharão novos contornos. Mas as alterações não se limitam ao visual. O objetivo principal é tornar a mais popular rede de comunicação do Brasil mais funcional.

Pode parecer um paradoxo a busca por ferramentas que tornem mais atrativa a rede social que virou febre entre as mais diferentes faixas etárias de todo o mundo. A ascensão dos concorrentes do mundo virtual, porém, acendeu o sinal de alerta. Facebook e Twitter são apenas alguns exemplos dos que disputam seguidores – ou para usar uma linguagem mais contextualizada – followers com o Orkut.

Portanto, na corrida por usuários, toma a dianteira a busca por novidades. Entre elas está uma área denominada “O que há de novo”, que condensará todas as informações recentes, como solicitação de amizade, novos depoimentos e aniversários que estão chegando. Também será viável bate-papo em áudio e vídeo com os contatos e criar grupos de compartilhamento de imagens – até mesmo com aqueles que não fazem parte de sua rede de relacionamentos.

Será possível ainda saber o que o contato está fazendo no momento (o que remete ao Twitter) e o Orkut passa a sugerir amigos, baseado nas conexões entre os contatos (o que já existe no Facebook).

Passaporte
Para entrar no novo Orkut, o passaporte é o mesmo utilizado no passado. É necessário ser convidado por alguém que já tenha acesso. O Google criou um personagem chamado Danilo Miedi, cujo sobrenome é um trocadilho bem humorado com o termo “me add”. Cada usuário que for adicionado ganhará convites para “distribuir” aos seus amigos. Dessa forma, o Orkut reanima a fórmula que o consagrou há cerca de cinco anos.

Criado em janeiro de 2004 pelo turco Orkut Büyükkokten (que deixou como maior legado à criação o próprio nome), a rede foi um dos maiores sucessos que estamparam as telas dos computadores nos últimos anos.

Seria exagero dizer que a fórmula foi atropelada pelos novos formatos de interatividade virtual que surgiram depois. Mas não é exagero dizer que perdeu parte de seu potencial.
Para recuperar o fôlego, a previsão do Google é que até meados de 2010 todos os usuários do Orkut tenham acesso à nova versão.

Ministério da Justiça lança marco regulatório da web

O Ministério da Justiça deu ontem o primeiro passo para implementação de regras sobre responsabilidade e conteúdo na Internet, com lançamento do marco regulatório civil da Internet, que é uma consulta pública em formato de blog onde serão definidos direitos e responsabilidades civis básicas no uso da rede. O marco foi lançado pelo Ministério em parceria com a Escola de Direito do Rio de Janeiro, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A consulta pública vai durar 45 dias.

Após esse período, com as informações coletadas será elaborado um texto a ser usado como base de um projeto de lei, com previsão de ser enviado ao Congresso Nacional em 2010. O coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV, Ronaldo Lemos, ao ser questionado sobre um exemplo prático da aplicação da futura lei, citou o caso ocorrido entre a modelo e apresentadora Daniela Cicarelli e o YouTube, em 2006. Na época, a Justiça tirou o YouTube do ar para acatar pedido judicial de Daniela, incomodada com um vídeo no site em que supostamente aparece fazendo sexo em uma praia na Espanha. “O juiz que tratou o caso achou por bem tirar o YouTube do ar, considerando-o responsável pelo conteúdo. Outro juiz poderia ter definido diferente, que o YouTube não era responsável”, disse, ressaltando que existe a possibilidade de decisões diferentes nesse caso porque, na prática, não há uma lei sobre responsabilidade civil dos provedores em relação ao conteúdo dos sites que hospedam.
O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, comentou que, com a lei, ficará mais claro para a Justiça examinar qual a responsabilidade legal do provedor sobre os conteúdos que hospedam em seus sites. “Como está hoje, tem causado muito mais problemas do que em um cenário em que tivéssemos regras claras”, disse. O endereço do blog para consulta pública é http://www.culturadigital.br/marcocivil.
Fonte: DM Online/Larissa Bittar
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