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Feira em Milão traz sapatos anticelulites

No país da moda, não basta ser de luxo, tem que exagerar. Para sair da mesmice” do sapato feito à mão pelos melhores artesãos, com o melhor couro, Silvano Lattanzi, literalmente, foi fundo.

Os melhores sapatos masculinos produzidos pela indústria do italiano passam cerca de seis meses embaixo da terra, envelhecendo.

“O tratamento é diferente dos outros. A umidade e a acidez da terra modificam o produto. Então esse sapato se torna especial, cada um fica diferente”, explica o criador em seu estande na Micam, a maior feira de calçados do mundo, que acontece até sábado em Milão, na Itália.

Os sapatos de “Fossa”, como são chamados, são enterrados já prontos, no jardim do laboratório de Latanzi. A técnica, segundo ele, é a mesma usada para preservar um tipo de queijo italiano.

Os buracos onde os sapatos são enterrados têm cerca de três metros de profundidade, cobertos por vidro à prova de balas, por meio do qual o sapateiro pode observar a evolução do envelhecimento.

Dentro dos buracos, a temperatura é de 20 graus, e a umidade fica entre 80% e 90%. Os sapatos são embalados e cobertos com flores e outras ervas perfumadas.

O “enterro” e a “exumação” dos calçados são acompanhados por um oficial de cartório, que atesta a permanência do produto embaixo da terra.

Da fábrica de Lattanzi, que existe desde 1971, saem apenas 3 mil pares de sapatos por ano. Com tanta dedicação, claro, o preço vai parar nas alturas. “Só posso dizer que é muito caro”, diz ele.

Pernas bem torneadas
Do outro lado do mundo, vêm sandálias fabricadas em apenas 16 minutos, mas que prometem ser aliadas das mulheres.

A britânica FitFlop produz, na China, sapatos que, segundo o vice-presidente da companhia, David Goulding, ajudam a combater a celulite e a flacidez nas nádegas.

“Ele funciona como andar na areia fofa. Exige esforço e você acaba usando músculos que são pouco usados, queimando calorias e tonificando”, explica Goulding.

Para quem usa, a sensação é de falta de estabilidade. “No começo parece estranho. Tem que andar só 20 minutos por dia, senão dói”, diz ele.

O próximo desafio da sandália anticelulite é conquistar as brasileiras. Segundo o executivo, as negociações para levar o produto para o Brasil já estão em andamento.

Por enquanto, no entanto, o maior mercado são os Estados Unidos, que compram cerca de 1 milhão de pares do calçado por ano, ou um terço da produção, que também chega a outros 54 países.

“Nosso maior problema são os impostos. Pode ser que a gente tenha que produzir no Brasil por conta disso, ainda estamos vendo”, diz Goulding.
Fonte: G1
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