Um novo conceito em notícias!
» canais
cultura e arte política cidades vida e saúde tecnologia mulher homem culinária esporte educação reflexão economia brasil mundo Notícias em seu site Últimas Notícias fale conosco
» Enquete
Você gostaria que o Big Brother Brasil fosse retirado do ar?

Com certeza, tiraria do ar
Não, jamais
É um programa tão bom para passar o tempo





A | A

Ensinar o filho a respeitar a mãe


Foto: revistapaisefilhos.terra.com.br
FAMÍLIA NÃO É DEMOCRACIA, E O PAI PRECISA AJUDAR A MÃE A IMPOR AS NORMAS DA CASA, SIM!
Quando a gente tem filho, pode descobrir que não pensa tão parecido assim com o parceiro. Ok, conflito de autoridade é normal entre pai e mãe. Mas a discordância aberta traz prejuízos para o filho e para o casal. Depois que a segunda filha de Bianca Almeida nasceu, o trabalho dobrou, óbvio. Dar atenção, educar e impor limites a duas crianças está longe de ser moleza, a gente bem sabe. Para ter sucesso, toda mãe precisa impor-se como autoridade e sua palavra deve ser ordem, sim. Já é difícil dizer “não”, imagine, então, quando a mãe diz “não” e o pai diz “sim”...

As irmãs Alicia, de 4 anos, e Joana, de 1 ano e 6 meses, filhas de Bianca, tiveram suas guloseimas restritas só aos finais de semana. Claro que elas tentam descolar um pirulito antes do jantar, e, para conseguir, sabem bem pra quem pedir: pro pai, adivinhou? Isso é o que acontece na casa de Bianca, mas não é muito diferente da maioria das famílias de hoje.

O PAI VÊ POUCO OS FILHOS E, DURANTE O TEMPO EM QUE ESTÃO JUNTOS, QUER PASSAR UMA IMAGEM AMÁVEL. OU SEJA: O PAI DA NOVA GERAÇÃO ESTÁ ADORANDO SER UM POUCO “MÃE” E NÃO QUER MUITO MAIS SABER DA FUNÇÃO PATERNA – AQUELA ANTIPÁTICA, MAS FUNDAMENTAL, DE ESTABELECER LIMITE E TAL. E AÍ, SOBRA TUDO PARA A MÃE, QUE FICA SENDO MEIO QUE A MEGERA, AINDA POR CIMA DESAUTORIZADA PELO PAI BACANA...

O conflito de autoridade é um dos grandes problemas de qualquer processo que envolva educação, criação e cuidado. Mas, segundo o psicanalista Christian Dunker, pai de Mathias e Nathalia, não é a discordância em si a questão; o problema é um desautorizar o outro na frente da criança, pois essa atitude mostra aos filhos que as diferenças individuais do pai e da mãe sobrepõem-se à tarefa comum entre eles, que é a de lhe transmitir valores, algo que deve ser mais forte que as diferenças.

Essas desautorizações explícitas causam danos aos filhos, sim, principalmente aos que têm entre 3 e 5 anos de idade, período em que a criança está numa passagem crucial de transferir o respeito às leis familiares para o respeito às leis sociais (escola, por exemplo). E ter um exemplo de desrespeito justo em casa não é um bom começo... É importante que o filho perceba uma relação de respeito entre os pais, principalmente do pai para com a mãe, por vários motivos. O relacionamento do casal será uma referência para as futuras relações amorosas da criança, além de ser muito importante para a fixação do papel da mulher, seja para o menino como para a menina. Outro bom motivo para que os pais não se desautorizem na frente do filho é que criança não é nada boba e se aproveita da situação, testando a aliança entre pai e mãe. Muitas vezes, a criança começa a “orquestrar” o conflito a seu favor. Dunker dá como exemplo um caso clássico: antes de sair, a mãe proíbe que o filho veja TV. “Ingenuamente”, o pequeno pede
autorização ao pai para assistir a seu programa preferido, omitindo a ordem da mãe. Quando volta, a mãe vê o filho diante da TV: “...mas o papai deixou.” Segundo o psicanalista, uma simples conversa entre os pais resolveria a questão. Mas, às vezes, a criança usa a própria desautorização do pai como instrumento de seu benefício, deslocando o conflito para os pais.

Claro que pai e mãe não precisam ser unânimes em tudo, nem dá mesmo. Não faz mal mostrar pro filho que, às vezes, eles podem pensar diferente. O importante é ter um acordo sobre os princípios educativos básicos, quer os pais estejam juntos ou separados. Também não faz mal que os filhos descubram que seus pais podem se enganar e errar. Voltar atrás, pedir desculpas ou rever uma decisão não vai retirar autoridade do pai ou da mãe; pelo contrário, só reforça o sentido de respeito. E o papel do pai é, sim, ajudar a mãe nesse processo todo.
Fonte: equipe Pais&FIlhos
Indicar matéria Comentar Imprimir

Comentários enviados


Resolução Mínima de 1024x768 © Copyright 2008, Grupo Realiza
Página Inicial | Cultura e Arte| Política | Vida e Saúde | Tecnologia | Mulher | Homem| Culinária | Esporte | Educação | Economia | Mundo | Fale conosco | Notícias em seu site