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Desmistificando a cirurgia de vasectomia


Foto: petragaleria
Coluna Medicina Vasectomia é um dos métodos contraceptivos mais utilizados na prática médica , principalmente pelos Urologistas. Consiste na retirada de um segmento de cada um dos ductos deferentes.

Estes, são canais que transportam, a cada lado, os espermatozóides pelo sistema reprodutor masculino a partir do epidídimo, órgão que armazena os espermatozóides produzidos nos testículos, fazendo com que os espermatozóides cheguem até o líquido a ser ejaculado (esperma). Com a retirada, não há progressão dos espermatozóides, tornando o indivíduo sem espermatozóides no esperma.

Em países como China e Estados Unidos este procedimento é bastante difundido, sendo que neste último, em torno de 1,5 milhão de americanos se submetem a este procedimento anualmente. Já na China, a proporção de esterilizações entre homens e mulheres( vasectomia versus laqueadura) é de 3:1 a favor da vasectomia.

É um procedimento relativamente simples, seguro e de excelentes resultados. É econômico, tendo em vista que o casal não mais necessitará recorrer a medicações de uso mensal, como nos casos dos anticoncepcionais femininos orais ou injetáveis e nem ocorrerá o risco de esquecimento do uso por parte das mulheres.

Também não causa desconfortos como os dispositivos intra-uterinos. É realizado sob anestesia local, sem internação, dificilmente durando mais do que 40 minutos para tal realização, através de 1 ou 2 pequenas incisões.

Há a necessidade de um controle pós-operatório, devendo o indivíduo permanecer por um período de 72 dias ou de 20 na 25 ejaculações ainda usando alguma forma de contraceptivo antes de ser liberado para a atividade sexual sem método.

As complicações que ocorrem são raras. Giram em torno de 3% dos casos e destacam-se dentre elas as infecções e os hematomas no local, além das dores. Apesar de ser um método definitivo de esterilização, para cada 2.000 casos submetidos a vasectomia, em um raro caso ocorrerá a recanalização espontânea de um ou ambos os ductos deferentes, ou seja, tornando o indivíduo fértil novamente.

Há alguns tabus que ainda existem, mas que precisam ser desmistificados. Esta cirurgia não causa alterações na potência sexual e nem na ejaculação. O indivíduo apenas se tornará estéril e nunca impotente ou sem esperma durante as relações sexuais como muitos imaginam.

Caso isso ocorra, outra causa para a disfunção sexual deverá ser pesquisada. Não existe, também, nenhuma doença que esteja mais freqüentemente associada ou que seja causada pelo método.

Alguns indivíduos podem se arrepender da vasectomia e optarem pela reversão do procedimento. Isto é possível, dependendo muito de cada caso. Em geral, quanto mais tempo de realizada a cirurgia, menores serão as chances.

Consulte um Urologista. Ele é a pessoa mais indicada para você que tem a curiosidade em saber ou que deseja se submeter a esta modalidade cirúrgica cada vez mais difundida pelo mundo afora como método contraceptivo eficiente, definitivo, econômico e praticamente sem efeitos colaterais.


Por: Dr. José Hipólito - Urologista

Fonte: Site Médico
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